28/09/26

No próximo dia 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. É uma decisão que vai muito além dos nomes e números digitados na urna. As pessoas eleitas
participarão, pelos próximos anos, de decisões que atingem diretamente salário, jornada de trabalho, direitos sociais, aposentadoria, saúde, educação e a qualidade de vida de quem vive do próprio trabalho.
Para os comerciários, essa reflexão tem um peso ainda maior. Somos uma das maiores categorias profissionais do País e conhecemos de perto jornadas extensas, trabalho aos sábados, domingos e feriados e a dificuldade de conciliar emprego, família, descanso, estudo e lazer.
Por isso, temas ligados às relações de trabalho precisam estar presentes na avaliação de cada candidatura.
Um exemplo concreto é a luta pelo fim da escala 6×1. Depois de anos de mobilização sindical, a proposta que estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução de salários, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Agora, depende da votação no Plenário do Senado.
Esse episódio mostra por que a composição do Congresso Nacional importa. Deputados e senadores votam propostas que podem ampliar, preservar ou modificar direitos. Governadores e presidentes conduzem políticas públicas, apresentam projetos, sancionam ou vetam leis e tomam decisões econômicas que repercutem na vida dos trabalhadores.
Por isso, uma ideia continua fundamental: TRABALHADOR VOTA EM TRABALHADOR. Antes de votar, vale conhecer a trajetória dos candidatos, verificar como se posicionam sobre os direitos trabalhistas, consultar votações anteriores, propostas registradas e compromissos públicos.
São pontos decisivos na escolha a posição dos candidatos em relação ao fim da escala 6×1, às 40 horas semanais sem redução salarial, à valorização dos salários, ao fortalecimento da negociação coletiva e à proteção aos direitos sociais e às regras de aposentadoria.
É importante observar quais candidaturas assumem posições claras sobre esses temas – e também quais se colocam contra eles.
O voto é livre, secreto e pertence exclusivamente ao eleitor. Nenhum patrão, chefe, empresa, sindicato ou autoridade pode decidir por ninguém. Mas liberdade de escolha também exige informação.
No dia 4 de outubro, não vote por impulso, por aparência ou por promessa de última hora. Pesquise, compare propostas, confira o histórico e faça sua escolha de forma consciente.
Depois da eleição, quem estiver no Congresso e nos governos terá poder para decidir sobre questões que chegam todos os dias ao nosso trabalho e à nossa casa. Participar das eleições é também participar das decisões sobre o futuro do trabalho no Brasil.
Edson Carvalho
Presidente