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Saúde mental dos trabalhadores piora na pandemia

Saúde mental dos trabalhadores piora na pandemia

08/12/2021

A saúde mental dos trabalhadores brasileiros piorou nos últimos 15 meses. É o que aponta o estudo inédito feito pelo movimento #MenteEmFoco, por meio do Instituto Brasileiro de Pequisa e Análise de Dados (Ibpad).

Pelo diagnóstico, 70% dos trabalhadores se dizem mais nervosos, preocupados e tristes. Ansiedade acentuada foi citada por 55%, além de estresse (51%) e tristeza (49%), mas poucos procuraram ajuda.

Apenas 16% teriam ido a psicólogos ou psiquiatras, enquanto 57% não recorreram a qualquer profissional de saúde e conversaram com amigos ou familiares.

Os percentuais preocupam, pois mostram que os trabalhadores naturalizam sentimentos que podem desencadear doenças, como síndrome do pânico, depressão e burnout.

Dos ouvidos na pesquisa, 62% disseram que a empresa onde trabalham não ofereceu suporte relacionado à saúde mental, o que mostra descaso e despreparo dos empregadores, que acarreta prejuízos emocionais e financeiros para patrões e empregados, já que isso reflete em redução da produtividade, faltas, entre outros problemas.

Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais foram a terceira maior causa de afastamento do trabalho em 2020, com 576 mil trabalhadores, um crescimento de 33% na comparação com 2019.

Consumo de álcool, remédios e drogas

O uso de substâncias psicoativas cresceu 35% no período de isolamento, aponta a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O álcool, as drogas ilícitas e os remédios controlados se tornaram um “refúgio” para controlar sentimentos de angústia.

Contudo, o excesso de álcool afeta diversos os órgãos do corpo. Enfraquece o sistema imunológico, causa danos no fígado e pode danificar o coração e, ainda, aumenta a ansiedade.
 

Fatores Psicossociais

• Desde 2018 o número de concessões de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez devido a transtornos mentais e comportamentais tem aumentado. Hoje já passa dos R$ 9 bilhões por ano;
• O Brasil é considerado o país mais ansioso e estressado da América Latina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos 10 anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%;
• Segundo o boletim da Previdência Social, os transtornos mentais e comportamentais foram a terceira maior causa da concessão do auxílio-doença em 2020;
• A OMS acredita que hajam 300 milhões de pessoas com depressão no mundo. No Brasil são 10 milhões de casos.

Sinais mais comuns de depressão

Os sintomas da doença podem ser confundidos com uma tristeza ou indisposição passageira e, por isso, não recebem a atenção devida. Os líderes de uma empresa devem ficar atentos. Baixo astral ou tristeza, perda de interesse nas atividades, queixas sobre insônia, mudança de peso e apetite, dificuldade de planejamento e execução de tarefas, dificuldade de concentração e esquecimento podem ser indícios de depressão.

As empresas têm um papel muito importante na prevenção da depressão, pois o expediente ocupa grande parte do dia dos funcionários. Qualidade de vida é importante não apenas para que os indivíduos possam ter uma rotina mais agradável, mas também faz com que eles produzam mais e trabalhem melhor. A empresa deve incentivar os seus funcionários a irem ao médico, além de compreender que o lazer e a família são parte importante da rotina dessas pessoas.

O Sincomerciários de Guarulhos trabalha nessa direção, seja buscando a inserção de cláusulas  na Convenção Coletiva de Trabalho que melhorem a qualidade de vida dos trabalhadores no comércio, seja oferecendo benefícios, como convênios médicos, kit-escolar, kit-bebê e oferecendo uma magnífica sede campestre e um pesqueiro para que a categoria tenha um local de descanso e lazer com toda a família.

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